Veja a história real de uma mulher cujo companheiro nunca chegou a por fim ao seu casamento anterior.

Vânia viveu ao lado de João por 18 anos.

Quando se conheceram, João já estava separado de fato. O casamento anterior existia apenas no papel.

Construíram uma vida juntos, adquiriram imóveis, investiram, viajaram. Tudo ficou no nome dele, por confiança e praticidade.

João e sua ex-esposa nunca formalizaram o divórcio. Nunca fizeram partilha.

Vânia nunca imaginou que isso faria diferença. Mas fez!

Quando João faleceu, Vânia acreditava que teria direito à metade do que construíram. Afinal, era união estável, convivência pública, contínua e duradoura.

No inventário, veio a surpresa.

Como João permanecia casado formalmente e não havia partilha do casamento anterior, a discussão passou pelo regime aplicável à união estável. O argumento foi direto: o Código Civil determina que nesses casos, seja aplicado o regime da separação obrigatória de bens.

O resultado foi devastador para Vânia. Como João deixou descendentes habilitados, ela não teve direito à herança e foi obrigada a discutir judicialmente até mesmo a meação dos bens adquiridos durante a união estável.

Casos assim revelam um ponto crucial do Direito de Família e das Sucessões: a diferença entre separação de fato e divórcio pode redefinir completamente o destino do patrimônio.

Família, patrimônio e sucessão não admitem improviso.

Prevenção custa menos que litígio.
E desconhecimento pode custar tudo.

 

 

Efeitos patrimoniais da união estável
quando uma das pessoas é separada de fato



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